"As velas ardem até ao fim"... - ir à procura do que quero enquanto ficas aqui sentado...
"se ninguém as apagar"... não tem que ter a ver, não tem nada a ver..."até ao fim do pavio"...
pavimento húmido, escorregadio, todos os dias, chuvosos... exposição de mulheres de vermelho, paixão, espanto, alegria... quarto vermelho de segredos, púdicos segredos.
menino de negro, ou de branco ou simplesmente - menino. Sentado, que finge e gosta e finge gostar.
"Ame. Ria. Sorria. Alegre-se. Apaixone-se. Arrepie-se." Dispa-se. FUJA! Esconda-se.
Último cigarro... jazz numa noite de Outono. Pintar o cabelo, pintar só a cara. Sentar, sorrir e acenar. O portão fechado. Nunca se abre.
Gostava de te desenhar a desenhar. Mas talvez não estejas a desenhar talvez nem saibas. Estás só sentado, parado no teu próprio sobressaltado mundo... de negro, todo de negro. Ao de leve uma mão toca-te a face, é a tua...face, a tua mão. Não mostras sequer a cara...
Ainda chove lá fora? Não consigo ver. O Principezinho, meu principezinho... incomparável! Afinal não era o último cigarro...
Assaltos de vontade de escrever, sem escrever nada...
(As gotas ainda estão aqui)
podia ser pior, dar-me para gritar. Sorrir e acenar. A quem?
Frio... é só o Outono a sorrir. Sem acenar.
Sem comentários:
Enviar um comentário