segunda-feira, 5 de novembro de 2007

És tu a seguir em frente
e eu a ficar para depois.
Amo por dentro,
para dentro,
pelos dois.
É o amar para dentro
por dentro
dos sós.
És tu, já só tu, e eu ainda em nós.
Pedi-lhe que viesse uma vez mais para que de novo se despeça de mim.
E passados anos tantos que já nem cabem na lembrança, eu ainda choro como se fosse a primeira despedida.
Porque esse aceno, só esse aceno é meu. Todo inteiramente meu.
Um adeus à medida do meu tanto amor.
Já não tenho mais desse amor que a sua própria conclusão. Como quem tem um corpo apenas pela ferida de o perder.
Por isso refaço a despedida.
Seja esse o modo do meu amor se fazer nosso.
E eterno.
Não há razão para alarmes.
Só me apeteceu escrever sobre despedidas porque são reais, não porque vão acontecer. Apesar de, invariavelmente, acontecerem sem aviso. Mas...se fosse, de facto, uma despedida, não traria uma nota de rodapé!
E não me sai grande coisa hoje!
Saudades*

1 comentário:

Anónimo disse...

És tu...