segunda-feira, 30 de junho de 2008

porque eu sei que sabes que é para ti

e porque não preciso sequer de to dizer...mas digo!

2 comentários:

Anónimo disse...

Abandonar, mas está tudo abandonado, não é recente, eu não sou recente. Houve pois uma qualquer coisa. É preciso acreditar que sim, mas saber que não, nunca nada, a não ser o abandono. Por ter dito abandonar diz-se abandono, sem o pensar. Mas consideremos que não, isto é, consideremos que sim, que houve uma vez qualquer coisa, numa cabeça, entre mãos, antes de tudo se ter aberto, esvaziado, fechado, condensado. Eis-nos tranquilos, tendo tido calor, e em medida de continuar, ainda uma vez. Mas não é o silêncio. E eu estou novamente em boas mãos, elas seguram-me na cabeça, por trás, curioso pormenor, como no cabeleireiro, e com os indicadores fecham-me os olhos, e com os médios nas narinas, e os polegares nas orelhas, mas mal, para que eu oiça, mas mal, e com os outros quatro manobram maxilares e língua, para que eu sufoque, mas mal, e diga para o meu bem, o que eu devo dizer, para meu bem futuro, modo conhecido, e nomeadamente neste momento que não é senão um mau momento a passar, um momento de espera, que sem elas poderia ter-me sido fatal, e que um dia saberei de novo ter sido, e pouco mais ou menos quem, como continuar, e falar sozinho, gentilmente, sobre o amorzinho, sem parar, isto é, não sei, a abandonar. Vou dizê-lo, a calma daqui, e como me sinto bem, e como é silencioso, a calma e o silêncio, quer dizendo silêncio, quer dizendo dever dizer, direi tudo isto amanhã à noite, enfim uma outra noite, nesta não, esta noite é demasiada tarde, para fazer bem, vou dormir, para me poder dizer, me ouvir dizer, um pouco mais tarde. Dormi, ele dormiu, mas não terá dormido, ou então, dorme, ele não terá feito nada, nada senão continuar, a fazer o quê, a fazer o que ele faz, sem parar, isto é, não sei, a abandonar, eu terei continuado, a abandonar, tendo dito, estando lá.

João Cristiano R. Cunha disse...

BRUTAL!!! I'm proud of my "little" sister!!!