Preâmbulo
"a vida tira de um lado e dá do outro"; "quando se fecha uma porta abre-se uma janela"... nem sei a quantidade certa de frases certas como estas... e não sei porque não interessa; porque no momento em que as ouvimos, ou que as dizemos, estamos demasiado envolvidos em sentimentos tão fortes (às vezes tão absurdamente gigantes) que não lhes compreendemos o significado. às vezes até levamos a mal. eu levei a mal. e a verdade é que não entendi.
"Aconteceu"
na mesma semana em que achei que a vida tinha tirado tudo, tinha virado tudo para o fundo daquele poço... incrível!... sem que desse conta, não virou, não tirou. ainda me custa a acreditar na forma como tudo se passou! é que ainda nem tinha bem dado "com os cornos no chao" do fundo desse poço...tinha só caído tão mal, com tanta força que ia a bater em todo o lado. e fui salva. como se fosse a cair a alta velocidade e já inconsciente e me lembrasse só das vossas mãos a puxar-me, a salvar-me, a impedir-me de cair ainda mais fundo. entrámos sem pára-quedas nas vidas uns dos outros e fomos, uns para os outros, o pára-quedas..dando as mãos, segurando-nos, os três. sem saber como ou porquê. sem saber o porquê de precisarmos, cada um de nós, de ser salvos, cada um de nós, à sua maneira; sem saber como, como salvar, de que salvar... sem saer nada e a vida sem saber de nós! porque nem que a houvesse, não haveria maneira de entender a forma como ficámos tão próximos. a pouco e pouco, às vezes a muito custo e à custa de muitas lágrimas, fomo-nos percebendo, compreendendo, ajudando... fomo-nos conhecendo e foi delicioso revelarmo-nos. tivemos medo? temos sempre! é viver.
e depois eu fugi... eu fujo sempre. porque vi o poço outra vez. mas desta vez, vi-o por antecipação, vi-o por preocupaçao (=pré-ocupação-da-mente).
"Acontece"
exactamente um ano depois...
alguma coisa (as insónias..a mim) nos faz pensar muito em tudo o que temos e tudo o que somos! e eu vi que o que sou, agora, e o que tenho, agora, se prende e passa pelos três mosqueteiros. inevitavelmente [sorriso]. dois deles estão longe... mas estão felizes, estão bem e estão juntos. e se estão juntos, estamos todos. as saudades magoam muito... mas temos de crescer, não é? temos de passar por situações que nos provem que resistimos a tudo.
"o amor da julieta"
só há um dartacão... e nem sequer é um dos 3 mosqueteiros...é o dartacão...! o amor da julieta..espera, a julieta também não é mosqueteiro...o amor dos mosqueteiros, são OS mosqueteiros, são a força que é o serem "um por todos e todos por um", somos nós! (curriqueiro sermos mosqueteiros? talvez... porque mais ninguém foi à luta como fomos juntos, mais ninguém entende as mãos que demos e os abraços fortes, em alturas de noites muito más, muito tristes, muito dificeis...em tempos de guerra. curriqueiro sermos mosqueteiros? só para os outros! os que não entendem).
esta nova fase não vai ser má. vai ser óptima... ao minimo sinal de poço, corro para aí, para darmos as mãos e planarmos no ar, sem cair, sem bater em nada. só é mau quando estamos sozinhos...
Epílogo
a verdade, meus dois mosqueteiros, é que não estamos. é que é preciso correr o mundo todo e perceber que o castelo mais bonito, o tesouro mais precioso, a luta mais justa e a que tem melhores resultados é aquela que está onde está o nosso coração.
o mais importante é ter o nosso coração aonde ele pertence, mesmo que estejamos a mil milhões de quilometros de distância; o mais importante é termos No nosso coração aqueles que ao nosso coração pertencem, mesmo que muitos passem por lá e tentem parti-lo...porque se tivermos aqueles que dão as mãos e os abraços e as certezas... depressa o nosso coração é tratado, e ganha força.
quando a vida fecha uma porta, abre uma janela? isso depende só do ponto de vista. a minha vida fechou-me uma casa, fechou-se como a conhecia, trancou-se... mas abriu um palácio tão grande e que eu nunca tinha visto que agradeço todas as portas que se fecharam antes... de resto, se não se tivessem fechado, talvez nunca tivesse percebido que palácios precisavam ser abertos.
com muito amor... um GRANDE GRANDE erasmus para os meus mosqueteiros.
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
"old fashion"
A.
o problema é que nem entendes que pouco me importa.
o problema é que nem entendes que pouco me importa.
deste conta.
sim. e mesmo que não tivesses dado.
não deste conta.
porque não sabes nem imaginas o que se passa, o que se sente, o que eu sinto... o que não mostro.
e se, às vezes, acho que não tenho maneira de to mostrar... outras vezes acho que não tenho nada para te mostrar de novo...nem de velho. nem de sempre, nem de nunca. nem nunca.
porque és diferente de tudo o que imaginei.
e és diferente porque nunca tinha imaginado.
é muito complicado quando o que nunca imaginámos, é diferente. [e bem temos imaginado.]
*
B.
o que não entendes, é que não há problema que não te importes.
não deste conta.
sim, não darás nunca.
deste conta.
porque só porque o sinto, o sentes também, o que se passa, passa por ti, mesmo sem que o saibas, porque... to mostro.
mesmo sem ter maneira de to mostrar, tudo o que sentes... não é novo, porque é de mim, porque vivo diferente de ti, nunca tão longe. mas velho, sem o ser em sentimento, que se renova..é em tempo que nunca se encurta, que nunca sempre, que sempre, para sempre..pode nunca mais ser...
...diferente. porque é como imaginei, sem nunca imaginar que fosses...diferente.
porque és, para mim, sempre só para mim, menos complicado.
porque és a certeza.
entra por qualquer porta onde eu esteja, agora[qualquer uma das que abro, ou fecho, dessas por onde passo]... basta que entres e me vejas no espaço e tempo em que te vejo e vou contigo e digo-to antes que mo perguntes.
e mesmo que me digas que tudo correrá mal amanhã... que tudo se irá desfazer, desmontar, desmembrar, desvanecer amanhã... mesmo nessa certeza de que tudo será perdido e desfeito...
mesmo que seja o maior engano da minha vida [e da tua]
sim
*
A./B.
sim
vou contigo.
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
(e não é metade do que sinto)
"o que escrevo é só um código secreto de mim para mim, passando, inevitavelmente... por Ti"
tudo e tanto mudou na minha vida, neste 2008..não sei porque te digo tudo isto... nem sei porque o penso (é normal, nunca sei)
às vezes tenho medos... tantas vezes e tantos medos... e olho para mim, para a minha vida..e penso que tinha de ser tudo diferente... mas é desta maneira e nao quero que seja de outra.
se me faz falta Alguém!? tanta falta!
se preciso de alguma coisa que não tenho?! [hesitei tanto aqui, antes de continuar]....... preciso de alguém (alguém mais, mais alguém, Aquele alguém)
essa falta bloqueia-me a vivência, a existência, a vida? não. só algumas noites, algumas insónias, alguns acordares.
sinto-me feliz hoje (mas é so hoje e passa depressa...entre o momento em que adormeço e o momento em que acordo, mais outra coisa enorme se desfaz dentro de mim, incontrolavelmente, inexplicavelmente) mas neste momento em que te escrevo, sem pensar bem no que escrevo, sem saber bem porque o faço para ti..estou feliz.
porque começo a aprender que as minhas faltas não devem nunca, nunca, fazer-me sentir medo, fazer-me parar... tenho a vida que tenho, não a que gostaria... mas já não estou em condições de achar que a que gostaria, a que idealizei, é melhor do que a que tenho. porque não é. porque é assim que se continua...é assim que se cresce... é delicioso crescer, nesta que é a melhor fase desta vida que vivo... da vida que desejei viver, mesmo sem o saber, enquanto idealizava a que nunca terei... o ideal nunca se encontra..se se encontrasse, parar-se-ia... o ideal é para imaginar.. e mesmo aí, não falhei! imaginei o melhor, sempre! SEMPRE! fazes parte dele.
afinal, não escolheria nunca outra vida, outra maneira de a viver...
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