quarta-feira, 17 de setembro de 2008

(e não é metade do que sinto)

"o que escrevo é só um código secreto de mim para mim, passando, inevitavelmente... por Ti"
tudo e tanto mudou na minha vida, neste 2008..não sei porque te digo tudo isto... nem sei porque o penso (é normal, nunca sei) 

às vezes tenho medos... tantas vezes e tantos medos... e olho para mim, para a minha vida..e penso que tinha de ser tudo diferente... mas é desta maneira e nao quero que seja de outra.

se me faz falta Alguém!? tanta falta!

se preciso de alguma coisa que não tenho?! [hesitei tanto aqui, antes de continuar]....... preciso de alguém (alguém mais, mais alguém, Aquele alguém)

essa falta bloqueia-me a vivência, a existência, a vida? não. só algumas noites, algumas insónias, alguns acordares.
sinto-me feliz hoje (mas é so hoje e passa depressa...entre o momento em que adormeço e o momento em que acordo, mais outra coisa enorme se desfaz dentro de mim, incontrolavelmente, inexplicavelmente) mas neste momento em que te escrevo, sem pensar bem no que escrevo, sem saber bem porque o faço para ti..estou feliz.
porque começo a aprender que as minhas faltas não devem nunca, nunca, fazer-me sentir medo, fazer-me parar... tenho a vida que tenho, não a que gostaria... mas já não estou em condições de achar que a que gostaria, a que idealizei, é melhor do que a que tenho. porque não é. porque é assim que se continua...é assim que se cresce... é delicioso crescer, nesta que é a melhor fase desta vida que vivo... da vida que desejei viver, mesmo sem o saber, enquanto idealizava a que nunca terei... o ideal nunca se encontra..se se encontrasse, parar-se-ia... o ideal é para imaginar.. e mesmo aí, não falhei! imaginei o melhor, sempre! SEMPRE! fazes parte dele.

afinal, não escolheria nunca outra vida, outra maneira de a viver...

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