quinta-feira, 18 de setembro de 2008

"old fashion"

A.
o problema é que nem entendes que pouco me importa.
deste conta.
sim. e mesmo que não tivesses dado.
não deste conta.
porque não sabes nem imaginas o que se passa, o que se sente, o que eu sinto... o que não mostro.
e se, às vezes, acho que não tenho maneira de to mostrar... outras vezes acho que não tenho nada para te mostrar de novo...nem de velho. nem de sempre, nem de nunca. nem nunca.

porque és diferente de tudo o que imaginei.
e és diferente porque nunca tinha imaginado.
é muito complicado quando o que nunca imaginámos, é diferente. [e bem temos imaginado.]

*
B.
o que não entendes, é que não há problema que não te importes.
não deste conta.
sim, não darás nunca.
deste conta.
porque só porque o sinto, o sentes também, o que se passa, passa por ti, mesmo sem que o saibas, porque... to mostro.
mesmo sem ter maneira de to mostrar, tudo o que sentes... não é novo, porque é de mim, porque vivo diferente de ti, nunca tão longe. mas velho, sem o ser em sentimento, que se renova..é em tempo que nunca se encurta, que nunca sempre, que sempre, para sempre..pode nunca mais ser...

...diferente. porque é como imaginei, sem nunca imaginar que fosses...diferente.
porque és, para mim, sempre só para mim, menos complicado.
porque és a certeza.

entra por qualquer porta onde eu esteja, agora[qualquer uma das que abro, ou fecho, dessas por onde passo]... basta que entres e me vejas no espaço e tempo em que te vejo e vou contigo e digo-to antes que mo perguntes.
e mesmo que me digas que tudo correrá mal amanhã... que tudo se irá desfazer, desmontar, desmembrar, desvanecer amanhã... mesmo nessa certeza de que tudo será perdido e desfeito...
mesmo que seja o maior engano da minha vida [e da tua]
sim

*
A./B.
sim
vou contigo.

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