segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Os Três Mosqueteiros

Preâmbulo
"a vida tira de um lado e dá do outro"; "quando se fecha uma porta abre-se uma janela"... nem sei a quantidade certa de frases certas como estas... e não sei porque não interessa; porque no momento em que as ouvimos, ou que as dizemos, estamos demasiado envolvidos em sentimentos tão fortes (às vezes tão absurdamente gigantes) que não lhes compreendemos o significado. às vezes até levamos a mal. eu levei a mal. e a verdade é que não entendi.

"Aconteceu"
na mesma semana em que achei que a vida tinha tirado tudo, tinha virado tudo para o fundo daquele poço... incrível!... sem que desse conta, não virou, não tirou. ainda me custa a acreditar na forma como tudo se passou! é que ainda nem tinha bem dado "com os cornos no chao" do fundo desse poço...tinha só caído tão mal, com tanta força que ia a bater em todo o lado. e fui salva. como se fosse a cair a alta velocidade e já inconsciente e me lembrasse só das vossas mãos a puxar-me, a salvar-me, a impedir-me de cair ainda mais fundo. entrámos sem pára-quedas nas vidas uns dos outros e fomos, uns para os outros, o pára-quedas..dando as mãos, segurando-nos, os três. sem saber como ou porquê. sem saber o porquê de precisarmos, cada um de nós, de ser salvos, cada um de nós, à sua maneira; sem saber como, como salvar, de que salvar... sem saer nada e a vida sem saber de nós! porque nem que a houvesse, não haveria maneira de entender a forma como ficámos tão próximos. a pouco e pouco, às vezes a muito custo e à custa de muitas lágrimas, fomo-nos percebendo, compreendendo, ajudando... fomo-nos conhecendo e foi delicioso revelarmo-nos. tivemos medo? temos sempre! é viver.
e depois eu fugi... eu fujo sempre. porque vi o poço outra vez. mas desta vez, vi-o por antecipação, vi-o por preocupaçao (=pré-ocupação-da-mente).

"Acontece"
exactamente um ano depois...
alguma coisa (as insónias..a mim) nos faz pensar muito em tudo o que temos e tudo o que somos! e eu vi que o que sou, agora, e o que tenho, agora, se prende e passa pelos três mosqueteiros. inevitavelmente [sorriso]. dois deles estão longe... mas estão felizes, estão bem e estão juntos. e se estão juntos, estamos todos. as saudades magoam muito... mas temos de crescer, não é? temos de passar por situações que nos provem que resistimos a tudo.
"o amor da julieta"
só há um dartacão... e nem sequer é um dos 3 mosqueteiros...é o dartacão...! o amor da julieta..espera, a julieta também não é mosqueteiro...o amor dos mosqueteiros, são OS mosqueteiros, são a força que é o serem "um por todos e todos por um", somos nós! (curriqueiro sermos mosqueteiros? talvez... porque mais ninguém foi à luta como fomos juntos, mais ninguém entende as mãos que demos e os abraços fortes, em alturas de noites muito más, muito tristes, muito dificeis...em tempos de guerra. curriqueiro sermos mosqueteiros? só para os outros! os que não entendem).
esta nova fase não vai ser má. vai ser óptima... ao minimo sinal de poço, corro para aí, para darmos as mãos e planarmos no ar, sem cair, sem bater em nada. só é mau quando estamos sozinhos...

Epílogo
a verdade, meus dois mosqueteiros, é que não estamos. é que é preciso correr o mundo todo e perceber que o castelo mais bonito, o tesouro mais precioso, a luta mais justa e a que tem melhores resultados é aquela que está onde está o nosso coração.
o mais importante é ter o nosso coração aonde ele pertence, mesmo que estejamos a mil milhões de quilometros de distância; o mais importante é termos No nosso coração aqueles que ao nosso coração pertencem, mesmo que muitos passem por lá e tentem parti-lo...porque se tivermos aqueles que dão as mãos e os abraços e as certezas... depressa o nosso coração é tratado, e ganha força.
quando a vida fecha uma porta, abre uma janela? isso depende só do ponto de vista. a minha vida fechou-me uma casa, fechou-se como a conhecia, trancou-se... mas abriu um palácio tão grande e que eu nunca tinha visto que agradeço todas as portas que se fecharam antes... de resto, se não se tivessem fechado, talvez nunca tivesse percebido que palácios precisavam ser abertos.

com muito amor... um GRANDE GRANDE erasmus para os meus mosqueteiros.

2 comentários:

Anónimo disse...

depois de ler o que li, não tenho palavras para descrever a minha alegria... Sentimos muito a tua falta, mas sentimos-te presente... estás em todas as nossas conversas e até já tens amigos pela europa, só por sres quem és para nós! Do fundo do meu coracão (neste teclado não há c com cedilha) amamos-te muito muito muito! Foste, ës, e serás sempre a nossa aramis!!! :) AMO-TE COM MUITA FORCA. Diogo (Figo)

Anónimo disse...

Bem... Foste capaz de transmitir em palavras akilo k eu penso, apesar de as vezes crer k ja tudo estava perdido! Percebo agora algumas coisas e vejo k afinal nao esta nada perdido! Fomos nós que construimos o palacio (cm tu dissest) ao longo deste ano e vamos continuar a viver nele por mt masis tempo! Fevereiro chega num instante e temos muita muita coisa pa viver e reviver juntos. Os tres mosqueteiros nunca se separaram assim como nos nunca nos vamos separar, pois o que os une nao é a presenca fisica, mas sim o amor que sentimos uns pelos outros! Tens que vir ter conosco para mais uma aventura dos tres mosqueteiros, mas desta vez aki em groningen. Os nossos amigos ja te conhecem das curtas :)

Esperamos aki por ti!!

Amamos-te muito muito, e digo isto com muita saudade de to dizer enkuanto me agarroti com toda a forca! André (VAL)